Por que é fundamental que as turmas de berçário tenham um professor

Fonte: www.gestãoescolar.org.br

Por: Muriele Massucato, Eduarda Diniz Mayrink

Embora esse pareça um assunto há tempos resolvido, ainda me surpreendo com algumas concepções equivocadas a respeito do profissional responsável pelas crianças nos berçários. Muitas pessoas continuam achando que ele apenas oferece cuidados básicos aos bebês quando os pais estão ausentes.

Quando escuto algo assim, me lembro, de imediato, das muitas reflexões que fizemos no início dos anos 1990 sobre a diferença entre o papel da mãe, do pai, dos tios e dos avós e o papel da escola. Enquanto os pais se responsabilizam por cuidar e educar as crianças segundo a sua concepção de vida, crenças e valores pessoais, os professores (sim, as pessoas que atuam nos berçários são professores formados) se encarregam de cuidar e educar segundo um planejamento com objetivos claros e sustentados por pesquisas e referenciais teóricos de como os bebês aprendem e conquistam sua autonomia.

Mas até que isso ficasse bem claro para os educadores – até então, as creches faziam parte da Secretaria de Desenvolvimento Social ou Assistência Social e não da Secretaria de Educação, e o foco era exclusivamente o cuidar –, foram necessárias muitas formações sobre as especificidades do processo de aprendizagem das crianças de 0 a 3 anos. E, na medida em que eles tinham mais informações sobre a atuação direta com bebês, mais consistentes e coerentes eram seus planejamentos e prática.

Para ampliar a discussão, fui trocar uma ideia com algumas coordenadoras pedagógicas que são minhas amigas de longa data e atuam na Educação Infantil com pequenos de 0 a 3 anos. Queria saber o que elas tinham para falar sobre o assunto. As considerações que elas fizeram foram tão bacanas que gostaria de compartilhar com vocês.

A Rosana Helena de Oliveira, que atua numa creche com cinco turmas do berçário, enfatizou a importância da atuação do professor como agente formador dos outros profissionais que trabalham com ele no dia a dia, como babás e auxiliares de classe. Muitos ainda acreditam que basta organizar o ambiente e assegurar cuidados essenciais, como banho, alimentação, segurança e sono. Então, se eles não tiverem clareza de que atuar com esses pequenos não é só tomar conta deles, não será possível mudar essa concepção. Renata de Miranda Dias Oliveira, coordenadora de uma EMEI que atende 12 turmas de 1 a 3 anos, ressaltou a intencionalidade educativa nas salas de berçário, onde só um profissional que estudou por anos e participa de formação continuada pode assegurar um planejamento adequado.

Já a Cássia Maria Vieira Silva, que foi coordenadora de creche por 13 anos e hoje é formadora de professores e gestores nessa etapa, se empolgou na discussão e nos brindou com um depoimento. Vale a pena ler!

Qualquer pessoa pode saber quais são os cuidados pertinentes com os bebês no dia a dia, mas, para proporcionar um trabalho que favoreça avanços significativos na aprendizagem dessas crianças tão pequenas, é fundamental a atuação de um profissional qualificado.

Os pequenos, que muitas vezes ainda não aprenderam a falar, nos mostram a direção a seguir por meio de gestos, balbucios, sorrisos, danças, choros e palmas. Precisamos ter uma escuta atenta e cuidadosa para conhecê-los, estabelecer vínculos e interpretar essas manifestações. Só assim podemos pensar em estratégias que favorecem a interação entre as crianças, entre a criança e o adulto e entre a criança e o meio, a fim de proporcionar vivências significativas que envolvam a exploração de todos os sentidos e que se transformem em verdadeiros momentos de aprendizagens. Também é necessária muita atenção e reflexão para promover a autonomia e autoria nas experiências de cada um dos pequenos.

Para se apropriar dos conhecimentos sobre a faixa etária e o trabalho a ser realizado com as turmas, o professor deve ter um espaço de reflexão e ação. Ele precisa contar com a formação continuada do coordenador pedagógico, durante a qual elabora planejamento, pensa sobre a prática e confronta experiências e conhecimentos com as informações teóricas. Nesse processo, o registro é indispensável, pois possibilita a análise e a reestruturação das intervenções, num processo constante de aperfeiçoamento da proposta pedagógica coerente com o desenvolvimento dos bebês.

Segunda fase do vestibular 2019 da Fuvest terá mudanças

Novidades também apareceram nas inscrições dos candidatos, que agora passam a ser por modalidade de vagas

Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/segunda-fase-do-vestibular-2019-da-fuvest-tera-mudancas/

 

O vestibular 2019 da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), que seleciona estudantes para a Universidade de São Paulo (USP), terá mudanças. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (21) pelo Jornal da USP.

A principal alteração no processo seletivo é a diminuição de três para dois dias de provas na segunda fase, que serão aplicadas em 6 e 7 de janeiro de 2019. No primeiro dia, os candidatos irão enfrentar as questões de português e redação, que permanecem iguais aos vestibulares anteriores. No entanto, no segundo dia haverá disciplinas específicas (ou seja, aquelas exigidas pela carreira escolhida), cuja quantidade aumentou de duas a três para duas a quatro, a critério de cada unidade.

“A USP adotou essa mudança pensando no estudante. O processo seletivo para entrar em uma universidade pública é desgastante. Em vez de ficar 72 horas sob o estresse de provas, agora serão dois dias”, disse o pró-reitor de Graduação Edmund Chada Baracat ao Jornal da USP.

Até o processo de seleção 2018, a segunda fase era composta de três provas discursivas realizadas em três dias seguidos. No primeiro dia, eram resolvidas dez questões de português e uma redação; no segundo dia, 16 questões sobre disciplinas obrigatórias do ensino médio e, no terceiro dia, 12 questões de disciplinas relacionadas à carreira escolhida pelo candidato.

Não foram anunciadas alterações na primeira fase do vestibular, que é composta por 90 questões objetivas sobre as disciplinas obrigatórias do ensino médio. Essa etapa será aplicada em 25 de novembro.

Inscrição

A Fuvest também apresentou novidades na inscrição dos candidatos. No ano passado, a USP adotou um sistema de reserva de vagas para os estudantes oriundos de escolas públicas e alunos de escola pública autodeclarados Pretos, Pardos e Indígenas (PPIs).

Para a aplicação dessa resolução, o processo seletivo adotará inscrições por modalidades de vagas. Ao escolher sua carreira e seu curso, o vestibulando terá três opções: Ampla Concorrência (AC), Ação Afirmativa Escola Pública (EP) e Ação Afirmativa Preto, Pardo e Indígena (PPI).

  • AC: vagas para todos os candidatos sem exigência de nenhum pré-requisito;
  • EP: vagas destinadas aos candidatos que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas;
  • PPI: vagas destinadas aos candidatos e autodeclarados pretos, pardos e indígenas que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Para o vestibular 2019, a USP reservará 40% de suas vagas, por curso, para estudantes de escola pública, considerando Fuvest e Sistema de Seleção Unificada (Sisu), outra forma de ingresso na universidade. Desses 40%, ainda incidem 37,5% de reserva de vagas para PPIs. Com essas mudanças, a concessão de bônus deixa de existir. 

O valor da taxa de inscrição não foi alterado, permanecendo em R$ 170.

Processo de Reescolha

Além disso, a Fuvest não terá mais o Processo de Reescolha. O recurso era oferecido após a sexta chamada aos candidatos que fizeram a segunda fase do vestibular e não foram convocados para o curso pretendido; com isso, eles podiam se matricular em outros cursos com vagas disponíveis.

No vestibular 2019, o número de chamadas de aprovados passará de seis para cinco. De acordo com o pró-reitor de Graduação, isso foi decidido porque mais vestibulandos serão convocados para a segunda fase. “Serão chamados quatro vezes mais candidatos que o número de vagas da carreira. Antes, o máximo era de até três vezes.”

Após as cinco chamadas, se ainda houver vagas não preenchidas, elas serão disponibilizadas nos processos de transferência interna e externa da USP.

Mais informações no site da Fuvest.

Confira algumas dicas para você estudar melhor

Fonte: https://www.10emtudo.com.br/artigo/dicas-de-estudo/

Dicas de estudo

O 10emtudo preparou vários artigos com dicas de estudo. Alguns são longos, pois contêm explicações detalhadas e exemplos. Este breve artigo é um resumo de dicas de estudo que podem ser úteis.

Há alunos que, ao longo dos anos, desenvolveram seus próprios métodos de estudo. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Mas, neste artigo, oferecemos algumas sugestões que devem ajudar todos a estudar de forma mais eficaz.

Dicas de estudo:

– É recomendável revisar o que foi estudado em classe logo após o término da aula. Assim, a informação estará fresca em sua mente.

– Comece a estudar para uma prova com, no mínimo, uma semana de antecedência. Na véspera da prova, revise suas anotações e tenha certeza de que decorou todos os fatos e fórmulas relevantes.

– Quando estiver estudando para uma prova, não estude apenas com o livro didático ou a apostila. Consulte também as anotações de sala de aula, séries de exercícios, etc. Se você tiver dúvidas, e não contar com a oportunidade de consultar o professor, procure outras fontes de informação na Internet. Contudo, assegure-se de que o site é confiável, pois há muitas informações incorretas na Web.

– Estude em um lugar confortável, silencioso e bem iluminado. Não estude enquanto você assiste à televisão. É melhor estudar um pouco e depois assistir a um filme ou a um programa de televisão do que tentar fazer os dois ao mesmo tempo. Poucos conseguem se concentrar em mais de uma coisa ao mesmo tempo. Também não é aconselhável estudar na cama: você pode acabar adormecendo.

– Ao se preparar para uma prova, estude o que é mais relevante. Você deve estudar os detalhes apenas se sobrar tempo. Não desperdice tempo com o que não é tão relevante, mesmo que, para você, seja interessante.

– Estude os conceitos gerais antes de estudar os detalhes. Muitos alunos têm dificuldades em aprender conceitos complexos porque não entenderam bem os básicos.

– Durante os estudos, faça anotações e prepare um resumo das principais ideias. Para muitos, escrever é uma ótima forma de decorar. Além disso, resumos são muito úteis. Você deve revisá-los no dia que antecede a prova.

– Não estude por mais de uma hora sem fazer uma pausa. É importante que o cérebro descanse um pouco. Levante-se da cadeira, coma uma fruta, beba um copo de água. Enfim, faça algo para relaxar. Mas não vá assistir à televisão: você corre o risco de gostar do programa e não voltar aos estudos.

– Estude um pouco todos os dias. Essa é a melhor forma de reter o que estudou em sua memória de longo prazo. Por outro lado, se você tentar estudar apenas na véspera do exame, por mais tempo que se aplique, o conhecimento adquirido será armazenado em sua memória de curto prazo. Isso significa que será facilmente esquecido. Se seu objetivo é ter um bom desempenho no Vestibular e no Enem, é importante armazenar o máximo possível de informações em sua memória de longo prazo.

– Ao se preparar para um teste, é fundamental que você tenha certeza de que entendeu bem o que estudou. Não basta ler nem mesmo decorar o material. Séries de exercícios são uma boa forma de testar seu grau de compreensão.

– Se for estudar com outras pessoas, estude apenas com aquelas que são disciplinadas e que, como você, objetivam fazer um bom exame. Se você estudar com amigos, tome cuidado para não passar mais tempo conversando do que estudando.

– Ao estudar com outra pessoa, é recomendável que um faça perguntas para o outro, a fim de testar o grau de compreensão e retenção da matéria.

– Estude quando estiver com a cabeça descansada. Se você costuma ter dias cansativos, não estude tarde da noite: a capacidade de raciocinar e de memorizar não funciona tão bem quando estamos física ou mentalmente esgotados. Algo que demora horas para entender ou decorar tarde da noite pode ser facilmente compreendido e memorizado após uma boa noite de sono.

– Se sacrificar o sono para ficar estudando a noite toda na véspera da prova, você se arrisca a ter um desempenho inferior ao esperado. Prepare-se com antecedência para ela e durma bem na noite que a antecede.

 

Enem: o que as questões de matemática ‘mais difíceis’ dizem sobre a educação no Brasil

onte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44888935?ocid=wsportuguese.chat-apps.in-app-msg.whatsapp.trial.link1_.auin

“Um brinquedo infantil caminhão-cegonha é formado por uma carreta e dez carrinhos nela transportados. No setor de produção da empresa que fabrica este brinquedo, é feita a pintura de todos os carrinhos para que o aspecto do brinquedo fique mais atraente. São utilizadas as cores amarelo, branco, laranja e verde, e cada carrinho é pintado apenas com uma cor. O caminhão-cegonha tem uma cor fixa. A empresa determinou que em todo caminhão-cegonha deve haver pelo menos um carrinho de cada uma das quatro cores disponíveis. Mudança de posição dos carrinhos no caminhão-cegonha não gera um novo modelo de brinquedo. Com base nas informações dadas, quantos são os modelos distintos do brinquedo caminhão-cegonha que essa empresa poderá produzir?”.

A pergunta acima é a 143ª questão da prova de cor azul do Enem 2017, e exige cálculos matemáticos relativamente simples. Sua resolução consistia, basicamente, em analisar as probabilidades de combinação de cores, mas foi acertada por só 11% dos alunos; percentual baixo em meio a um total de 5 milhões de estudantes que prestaram o exame.

De acordo com levantamento feito por professores de alguns cursinhos brasileiros, a pedido da BBC News Brasil, esta foi a questão com o maior índice de erros da prova de matemática do Enem no ano passado. Perdeu apenas para outra questão cujo enunciado foi considerado dúbio pelos professores: a de número 160 da prova azul, sobre como pintar a logomarca da Copa, com apenas 6,5% de acertos.

Mas o que explica o alto índice de erros na questão acima? E o que ela nos conta a respeito do ensino da matemática no Brasil?

A reportagem conversou com professores, especialistas e com o Ministério da Educação para entender quais são as principais dificuldades dos alunos na disciplina, uma das mais temidas pelos alunos do ensino médio. A análise dos dados revela um resultado surpreendente: a maior porcentagem de erros ocorreu justamente nas questões menos complexas; exigiam mais capacidade de raciocínio lógico do que conhecimento de fórmulas sofisticadas.

E os especialistas alertam: apenas três das 45 questões de matemática no Enem tiveram índice de acertos superior a 50%. Ou seja, a maioria dos estudantes erra e muito – mostrando muita dificuldade na disciplina.

Matemática avançada ou cálculos simples?

A pedido da BBC News Brasil, professores de alguns cursinhos do Brasil selecionaram as questões que eles consideraram as mais complexas e de maior grau de dificuldade na prova de matemática do Enem passado, por exigirem conteúdo mais avançado em matemática. Eis uma delas:

“Para realizar a viagem dos sonhos, uma pessoa precisava fazer um empréstimo no valor de R$ 5.000. Para pagar as prestações, dispõe de, no máximo, R$ 400 mensais. Para esse valor do empréstimo, o valor da prestação (P) é calculado em função do número de prestações (n) segundo a fórmula: P = 5.000 x 1,013n x0,013 / (1,013n – 1)”

O exercício pedia a seguinte resposta: qual “o menor número de parcelas cujos valores não comprometem o limite definido pela pessoa?”.

Os professores explicam: a solução desse exercício era difícil e trabalhosa: exige conhecimento de uma longa fórmula de logaritmo e a “realização de cálculos com três casas decimais, em poucos minutos que o aluno tinha para fazer, sem calculadora”, explica o professor de matemática Eduardo Izidoro Costa. Pouco mais de 15% dos alunos a acertaram.

Outras nove questões do Enem 2017, no entanto, consideradas menos complexas pelos professores, tiveram índice de acerto ainda menor. Por que será?

‘Decoreba’ ou raciocínio lógico?

Mesmo sem conhecimento aprofundado em matemática avançada, há questões complexas em que os alunos se saem bem apenas por decorar longas fórmulas.

Na visão dos educadores, é esse um dos principais entraves ao ensino de matemática nas salas de aula do Brasil; boa parte das aulas é mais focada em fórmulas do que no estímulo ao raciocínio lógico e ao pensamento matemático.

No Enem 2017, as questões em que os alunos mais cometeram erros exigiam mais capacidade de análise e interpretação de problemas do que a aplicação de fórmulas.

A resolução, segundo professores da rede ObjetivoMais lógica

“O ideal era ter uma ênfase maior no raciocínio. A probabilidade e análise combinatória, por exemplo, exigem que o aluno analise cenários, pensem nos casos possíveis e façam eliminações”, diz à BBC News Brasil Mario Jorge Carneiro, professor emérito da UFMG e que já participou da formulação do currículo de matemática da rede estadual de ensino de Minas Gerais.

“O problema é que isso requer mais tempo de raciocínio na prova e também um ensino que ocorra mais lentamente – só que o professor tem um currículo vasto para cumprir. Não basta ensinar uma ou outra fórmula em uma ou duas semanas, isoladamente. Mas sim enxergar (esses temas) como parte de um processo que deve constar nas aulas desde o ensino fundamental, para o aluno ir absorvendo naturalmente.”

Para Robby Cardoso, supervisor de matemática, o aluno acaba criando uma aversão a conceitos complexos, como logaritmo e análise combinatória, quando estes são ensinados como se fossem só um tópico, em vez de permearem o ciclo de ensino como um todo.

“São conceitos que não se esgotam e podem ir sendo aprofundados ao longo do ensino, em vez de dados de uma vez só”, diz Cardoso.

Falhas na formação dos professores

A tarefa traz desafios também para os professores: além do tempo limitado em sala de aula para se aprofundar em conceitos difíceis, eles têm, em muitos casos, formação insuficiente para ensinar de modo que estimule o raciocínio lógico, alertam os especialistas.

No caso da matemática, quase um terço dos docentes que ensinam a disciplina no ensino médio não têm formação específica em matemática, segundo levantamento de 2017 do movimento Todos Pela Educação.

Mas mesmo quando os professores são formados na área em que lecionam, sobram falhas na qualificação dos profissionais; falta, por exemplo, treinamento que os capacite a ensinar da forma mais didática possível.

“Mesmo um professor que não precise de formação específica em matemática precisaria que a formação pedagógica o preparasse melhor para atuar nessa área, para ser capaz de traduzir a matemática em algo palpável”, opina Carneiro.

Melhoria em diversas áreas

Para a professora de matemática Katia Smole, convidada a assumir a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), “é um fato real o desafio de (melhorar) a formação inicial e continuada do professor, mas é sempre preciso cuidado em não atribuir ao docente tudo o que não dá certo no ensino. É preciso olharmos um conjunto: melhorar os livros didáticos, a formação e dar apoio ao professor para fazer o ensino fluir”.

As questões que os professores consultados pela BBC consideraram as mais difíceis
A resolução, segundo professores da rede Objetivo

Deficiência de aprendizado

Outro problema importante é que os professores do ensino médio recebem alunos já com uma grave deficiência em matemática, desenvolvida ao longo de anos de dificuldades durante o ensino fundamental.

Segundo dados da plataforma QEdu com base na Prova Brasil 2015, apenas 14% dos 2,097 milhões de alunos do 9º ano do ensino fundamental demonstraram ter aprendizado adequado nessa disciplina.

Essas dificuldades muitas vezes persistem durante a etapa final da educação básica e acabam refletindo no desempenho dos alunos nos exames finais.

“Uma grande parte dos alunos chega aqui sem sequer dominar as quatro operações matemáticas”, diz Costa, que atende majoritariamente alunos de baixa renda vindos de escola pública.

Outro problema, diz ele, é a dificuldade em interpretar textos, que acaba atrapalhando o entendimento de enunciados – o que também pode estar por trás da dificuldade nas questões de raciocínio.

Medalha de ouro em matemática

Mas nem tudo é negativo. Costa destaca o “encantamento” que vivem os alunos que aprendem, mesmo que tardiamente, a pensar matematicamente em vez de apenas “decorar a fórmula para resolver cada tipo de problema”.

E o Brasil, apesar de amargar baixa pontuação em exames internacionais de matemática, conquistou cinco medalhas na mais recente Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), realizada neste mês na Romênia.

O destaque foi o estudante paulista Pedro Lucas Lanaro Sponchiado, de 17 anos, que conquistou o ouro e ficou em 12º lugar na colocação geral, entre mais de 600 estudantes vindos de 111 países.

Equipe brasileira da Olimpíada Internacional de MatemáticaDireito de imagemDIVULGAÇÃO
Image captionEquipe brasileira da Olimpíada Internacional de Matemática conquistou cinco medalhas, incluindo um ouro de Pedro Lucas Lanaro Sponchiado (à dir)

Pedro Lucas diz que sempre se interessou pela matemática, mas foi só no sexto ano, quando chegou até a última fase da Olimpíada Brasileira de Matemática, que descobriu que gostava muito da disciplina.

“Fiquei feliz e percebi que curtia bastante o tema”, conta Pedro, hoje no terceiro ano do ensino médio, em São Paulo. Faz aulas regulares e aulas extras específicas para treinar para as olimpíadas matemáticas.

Mas foram necessários sete anos de estudo para que Pedro chegasse ao seu nível atual. Ele conta que em sua cidade natal, Santa Cruz do Rio Pardo, na escola os professores e demais alunos “estavam pouco acostumados a esse tipo de interesse (pela matemática). “Pesquisava por minha conta mesmo”, afirma.

Despertando mais ‘matemáticos’

Como, então, fazer com que mais jovens se apaixonem pela matemática, assim como Pedro?

Robby Cardoso, professor, opina que mudanças devem começar pelo material didático, que deveria incluir mais situações-problema que estimulem o raciocínio lógico, indo além das fórmulas.

Para Carneiro, da UFMG, o ideal é buscarmos “um ambiente cooperativo de aprendizado, com aulas estruturadas em projetos (a serem resolvidos pelos alunos) e com a ideia de que o professor não precisa ter toda a verdade, mas sim conduzir o aluno a investigar, com autonomia”.

No entanto, acrescenta, “isso leva tempo e exige maturidade e segurança do professor quanto a seu conhecimento. E, na prática, o fato é que o professor tem tempo limitado e um (cronograma) a cumprir. Então a aula acaba sendo, muitas vezes, ‘fiquem quietos enquanto eu exponho a aula e depois cobro na prova’.”

 

Por que é importante pensar matematicamente?

A despeito das dificuldades do ensino, os especialistas concordam que pensar matematicamente, muito mais do que melhorar o desempenho no Enem, pode ajudar o aluno cada vez mais em qualquer profissão que ele siga no futuro.

“Logaritmos, por exemplo, ajudam a calcular desde a intensidade de um terremoto até o tempo que o corpo leva para metabolizar o álcool ou um remédio”, explica Cardoso, que destaca que temas como análise combinatória, das estatísticas e das probabilidades têm tudo a ver com o cotidiano.

“Usamos para calcular quantas pessoas devem ser incluídas (em uma campanha de) cobertura vacinal, quantos números de CEP ou de placas de carro eu preciso para um determinado tamanho de população. E até mesmo quais as minhas chances de ganhar na loteria”, diz Carneiro.

A importância da filosofia em sala de aula

 

Prof. Douglas Bortolani

Atualmente o mundo tem insistido em buscar uma utilidade, uma finalidade para tudo. A aplicação das coisas determina sua importância no meio em que vivemos. Além disso, nesse mundo conectado, onde as informações surgem, despontam e desaparecem em um piscar de olhos, a prática da reflexão ampla com uma análise criteriosa dos fatos apresentados e um posicionamento coerente e ético esta cada vez menos presente no cotidiano.

Nessa realidade, a importância da filosofia em sala de aula passa a ser questionada. Diferente de outras ciências (todas importantes para a formação do indivíduo) a filosofia não se apresenta como um meio para se atingir determinado fim, filosofar é um fim em si mesmo, ou seja, não há um objetivo maior na atitude filosófica do que ela mesma. O que a filosofia oferece aos alunos é a possibilidade de autoconhecer-se e a partir de uma percepção verdadeira de si, do outro e do meio posicionar-se diante dos fatos.

A análise dos valores estabelecidos em uma sociedade, o saber sobre a origem do conhecimento, o desenvolvimento de princípios éticos, o entendimento sobre a ação política individual e coletiva, o afastamento da polarização de pontos de vistas e dos embates e discussões sem fim são apenas algumas das atitudes encorajas nos alunos nas aulas de filosofia.

Por tudo isso, o Colégio Natureza mantém uma parceira longa e produtiva com a Editora Sophos, onde Silvio e sua equipe, com um material coerente, preciso e dinâmico, nos oferecem o embasamento teórico e os caminhos para que a filosofia esteja presente no dia a dia de nossos alunos desde os seis anos de idade. Assim, todos mantém firmes o propósito de educar para o pensar, para a felicidade e para criar um mundo de oportunidade e respeito a todos.

Tarefas domésticas: o que seu filho pode fazer por idade

Fonte: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2013/02/quando-seu-filho-vai-poder-ajudar-nas-tarefas-domesticas.html

Você pode ganhar um excelente (e animado) ajudante muito antes do que imagina

Se você já parou para pensar em que momento poderia pedir para o seu filho contribuir com algumas tarefas de casa, saiba que essa ajuda pode começar mais cedo do que imagina. Mesmo com pouca idade, a criança já possui capacidade motora suficiente para desempenhar uma série de atividades. E isso é importante para ela, pois, quando é incluída em tarefas domésticas, passa a participar da dinâmica familiar e percebe como as atividades feitas pelos pais são difíceis, valorizando mais esses momentos.

Mas, claro, tudo tem o tempo certo. Por isso, se você quer ter a companhia do seu filho para algumas tarefas, saiba que é preciso respeitar o desenvolvimento dele. E o mais importante: que esse momento seja gostoso para a criança (e para você, que acabou de ganhar um parceiro para ajudá-la um pouquinho). Abaixo, uma lista sobre a melhor época para ele começar a desempenhar cada atividade. Inspire-se!

2 anos
Uma das melhores maneiras de introduzir a criança nas tarefas de casa é por meio daquilo que está mais perto dela no momento, ou seja, os brinquedos. Sente-se ao lado de seu filho e arrume-os por tipo, tamanho ou cor, fazendo com que a própria atividade se torne uma brincadeira. Aos poucos, ele vai entender o conceito de organização.

3 e 4 anos
Nessa faixa etária, você já pode incentivar o seu filho a arrumar a mochila da escola e levar o prato de comida até a pia. Você também pode pedir para que ele ajude-o a organizar alguns objetos da casa – levando-os ao lugar certo e colocando dentro de um armário (sempre com sua supervisão nesse momento, claro!). Pode ser o par de sapatos ou roupas, por exemplo.

De 5 a 7 anos
Aqui a criança já começa a entender melhor as noções de responsabilidade e cuidado. Então, você pode orientá-la a esvaziar o lixo do banheiro, por exemplo, sem que ela espalhe tudo no chão ou queira pegar algo de dentro do cesto. Seu filho pode ainda tentar arrumar a cama e dobrar algumas roupas. Outra tarefa que você pode delegar – e que ele vai adorar – é a de regar as plantas.

Acima de 8 anos
Nesta idade, seu filho já tem mais habilidades motoras e é capaz de desempenhar algumas funções maiores sem cometer acidentes (como derrubar e quebrar objetos). Ele consegue ajudar a arrumar a mesa para as refeições, a carregar as compras do supermercado e a limpar o quarto. Da mesma forma com que acontece com a planta, a criança pode ajudar a cuidar de um animal de estimação. Com mais alguns anos, pode até ajudar a cuidar de um irmão mais novo.

 

Dicas preciosas para você estudar e arrasar nos vestibulares

Fonte: https://todateen.com.br/como-se-preparar-enem-vestibulares/

COMO SE PREPARAR NAS FÉRIAS? Segundo a psicopedagoga Luciana Brites, nesse período é importante recapitular os exercícios feitos, mas você também deve intercalar isso com alguns períodos de descanso. “Ir ao cinema e outras pequenas atividades que quebrem um pouco a rotina, mas que estejam previstas na agenda de estudos do vestibulando”, explica.

DORMIR BEM? Gabriel Dionisio Mata, de 17 anos, que passou em Medicina na Universidade Estadual de Londrina, explica que ter uma boa noite de sono foi fundamental na sua vida como vestibulando. Afinal, é durante o sono que o cérebro organiza e fixa melhor o conteúdo.

DICA! O estudante de medicina disse que o que funcionava para ele eram as recompensas durante o estudo. Ele colocava metas definidas para conseguir ter um tempo livre com os amigos depois. “Assim, além de ter mais foco durante o estudo, você evita a sensação de culpa quando está curtindo”, afirma.

COMO CONTROLAR A ANSIEDADE NO DIA ANTERIOR À PROVA? Pode sair, mas cuidado para não chegar tarde em casa. É legal assistir a um filme, relaxar, fazer uma caminhada e comer coisas leves. “Precisa estar bem descansado mentalmente e fisicamente para realizar uma bela prova e conseguir atingir seu objetivo”, afirma a psicóloga Lívia Marques.

DEVO ME DESLIGAR DAS REDES SOCIAIS NO DIA ANTERIOR À PROVA? Você não precisa estar o tempo todo nas redes, claro que pode dar uma olhada, mas toma cuidado para não ler notícias que podem te deixar mais nervoso ainda. É melhor você se focar na prova e estar de consciência tranquila que fez o máximo que podia.

ESTUDEI, MAS AINDA ESTOU COM MEDO. COMO TER CONFIANÇA? Ter um pequeno histórico de estudos para rever o que aprendeu e ver o quanto você evoluiu é o conselho da psicóloga Luciana Brites. Passar por cima do medo é um grande desafio e é importante você ter autoconhecimento para saber controlá-lo. “Tomar líquidos, respirar, pensar em coisas positivas, fazer exercícios físicos e pensar no esforço de uma forma construtiva também pode ajudar”, afirma a especialista.

O APOIO DA FAMÍLIA! Nessa fase complicada, é muito bom ficar por perto das pessoas que te amam. Sua família pode te mostrar que o seu esforço é o que mais importa, e seus amigos que estão passando pela mesma coisa com certeza vão te apoiar.

COMO MANTER A CALMA E A CONCENTRAÇÃO NA HORA DO VESTIBULAR? Tente trabalhar sua respiração, focar nas questões da prova e no seu esforço, ter confiança de que você vai conseguir atingir o seu objetivo.

ALIMENTAÇÃO NO DIA DA PROVA: Mente e corpo funcionam juntos, então comidas leves que você já conhece são ideais. Vá para a prova bem alimentado, leve água e algum lanchinho para comer à tarde.